vics @ 23:47

Sex, 02/10/09

 

Este é o meu primeiro post em ‘escalavardos’ – um blog de Monchique e para Monchique, com uma visão positiva e proactiva, com sentido de responsabilidade, porque pensar, falar e agir são direitos conseguidos pela liberdade, mas a nossa esgota-se onde começa a do outro, e, a maledicência e o bota-a-baixo não fazem sentido nem resolvem nada.
Tratando-se do principio e como prólogo, e atendendo ao registo de ‘escalavardos’ e à sua génese, permito-me reportar ao livro mais antigo e que tão elevada importância tem sobretudo na cultura europeia, com particular ênfase para Portugal e também para Monchique.
Génesis é o princípio. Ou melhor, explica o princípio das coisas, o princípio do universo, da humanidade, da terra, do pecado, da salvação divina. O primeiro livro da Bíblia, e logo do Pentateuco, procura ensinar que a Terra é boa, que todas as pessoas são importantes e únicas para Deus criador.
Creio que esta é uma boa pedrada no charco para um espaço de opinião e de reflexão que se reporta a uma boa terra – Monchique – e a boas pessoas, e, também com um potencial espectacular, com elevada riqueza de flora e fauna, como é o caso desse exemplar que são os escalavardos.
Bem hajam e bons posts.


Anónimo @ 09:07

Ter, 06/10/09

 

escalavardos .. escalavardos !Este é o melhor nome que podiam dar a um blogue? Já vale a pena perderem tempo com falta de imaginação!


Luís Costa @ 11:07

Ter, 06/10/09

 

Bom dia Sr. Anónimo!
Antes de mais, obrigado. Foi o responsável pelo primeiro (de muitos, espero) comentário ao blog Escalavardos.

Eu a pensar que as primeiras críticas iriam incidir sobre o facto dos escalavardos na imagem de topo estarem a pairar no ar. É que pelo menos isso seria uma crítica construtiva e fundamentada nas leis da física.

Quanto ao nome escolhido, foi uma opção, uma questão de opinião e, tal como as outras opiniões, ideias, fés ou gostos, será feita porque é uma convicção de quem a faz e não para agradar a fulano e beltrano.

Obviamente que críticas e ideias diferentes serão aceites com todo o gosto. Até porque um dos objectivos deste blog é promover a discussão (saudável) e reflexão sobre os mais variadíssimos temas.

Uma forma óptima de fomentar um debate de ideias salutar seria ninguém se esconder por trás do anonimato. Por isso, Sr. Anónimo, gostaria muito que da próxima vez que comentasse, seja para criticar ou enaltecer, se apresentasse como Sr. Joaquim, Sr. José, Sr. João ou outro nome qualquer que queira usar.

Saúde da boa!

Cris @ 14:54

Seg, 26/10/09

 

Para quem conhece Monchique e os autores, Escalavardos faz-me todo o sentido! Parabéns pela iniciativa amigos :)


Eduardo Duarte @ 23:28

Ter, 27/10/09

 

Ana, obrigado pelas palavras que aqui deixaste. Também existem espécimes feminos de escalavardos espalhados pela Serra de Monchique. Assim, este blogue também precisa de alguns exemplares para reflectir a diversidade de géneros e pensamentos desta terra. O que me dizes de seres uma dos nossos?
Diz que sim, vá lá!

Cris @ 20:31

Qui, 29/10/09

 

 Fico muito lisonjeada com o convite. Já sabes que a minha contribuição terá que ser mais relacionada com a minha área, social e humana. Sim, porque de calhaus e gambozinos eu conheço pouco. Vamos ver se uma manhã de sábado não acordo inspiradíssima...

Anónimo @ 12:46

Dom, 27/12/09

 

Nasci em Monchique em 1945 e lá vivi até 1951. Durante este período, o meu pai, pelo que sei, teve outra profissão, mas eu só tenho a memória de ele ser cabreiro, isto é, guardava um rebanho de cabras.

Algumas vezes o acompanhei, com os animais nas encostas da serra mais perto da vila. Desse tempo, três recordações perduram na minha memória. Uma é de ver o rebanho passar na rua defronte da nossa casa. Morávamos na rua S. Sebastião, na ultima casa do lado direito. A outra, é ver o meu pai a esfolar um cabrito em plena serra, soprando por uma cana de modo a fazer o ar entrar por baixo da pele do animal morto, para a pele se separar com facilidade. Naquele dia, quando ele lançou o cajado a um cabritinho teimoso em voltar ao rebanho, por azar partiu-lhe uma perna. Como um cabrito com perna partida, não pastaria na serra, o melhor foi levá-lo para casa já esfolado e limpo. Depois tenho a recordação de ver o meu pai a fazer o piso de uma eira, com o rebanho. O rebanho andava à roda numa área plana, e de vez em quando mudava o sentido da rotação numa grande confusão de cabras, a terra era molhada de quando em quando, os animais ainda defecavam e urinavam, as centenas de patinhas de cabra, a pisar milhares de vezes, aquela mistura de terra, caganitas, mijo e água, compactaria o solo de tal modo, que depois de seco, equivalia a uma lage de cimento.


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