Luís Costa @ 17:48

Sab, 07/11/09

Desde que ingressei na faculdade em Engenharia do Ambiente que penso duas vezes quando certas pessoas me perguntam em que curso estou. Infelizmente, e por razões que ainda não consigo perceber totalmente, as pessoas ligadas ao ambiente não gozam de grande popularidade. Os ambientalistas são vistos como extremistas que fazem manifestações, que não deixam ninguém construir, nem cortar a árvore que atrapalha a construção da casota do cão. São um atraso ao progresso, as “putas dos verdes” (como um “amigo” de Monchique teve o desplante de me chamar uma vez). Estas ideias não passam de preconceitos e, como todos os preconceitos, baseiam-se no desconhecimento, na falta de informação e na extrapolação de uma má experiencia pela qual possam ter passado.
 

O que as pessoas não ser apercebem é que o ambiente não é só a arvorezinha ou o animalzinho indefeso que tem que ser protegido a todo o custo. O ambiente é tudo o que nos rodeia. Nós também fazemos parte dele e se ele sofrer: cada um de nós sofre também. Por isso, ao defendê-lo, não estamos a fazer nada mais que a defender-nos a nós próprios. Portanto, é importante fazer uma gestão sustentável dos recursos de que dispomos e medir meticulosamente cada acção que desencadeamos, pois essa acção pode ter impactes muito mais nefastos do que pensamos.

Face a esta situação, a questão que devemos colocar é a seguinte: o que fazer para mudar mentalidades? Não é fácil responder a esta pergunta. Talvez seja essa a tarefa mais difícil de alguém ligado ao ambiente, já que por mais políticas que se criem ou ferramentas que se desenvolvam, nada é tão importante como cada um de nós possuir uma boa consciência ambiental.

Saúde (ambiental e nem só). 


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